terça-feira, 24 de novembro de 2015


Línguagem matemática e Língua materna: Uma interação necessária

Aprender Matemática na escola é deparar-se com um mundo de conceitos que envolvem leitura e compreensão, tanto da linguagem materna como da linguagem matemática.
Segundo Machado (2001, p.91), entende-se por língua materna aquela que aprendemos quando criança que, no caso do Brasil, é o português. Já a linguagem matemática pode ser definida como um sistema simbólico, com símbolos próprios que se relacionam segundo determinadas regras. Esse conjunto de símbolos e regras deve ser  entendido pela comunidade que o utiliza.
A matemática e a Língua portuguesa são duas disciplinas extremamente importantes na formação do cidadão, mas infelizmente, elas nem sempre são trabalhadadas de maneira interligada o que acaba gerando dificuldades no processo de aprendizagem de muitos alunos. 
Para interpretar, o aluno precisa de um referencial linguístico e, para decifrar os códigos matemáticos, de um referencial de linguagem matemática. Assim, se não houver uma interação entre linguagem materna e linguagem matemática, ler a ordem de um exercício matemático ou extrair informações de um problema expresso em língua natural e codificá-las em sentenças matemáticas será sempre uma difícil tarefa para o aluno.
A Língua Portuguesa escrita ou oral tem seu papel na Matemática como nas outras áreas do conhecimento. Por isso defende-se que a linguagem matemática e a linguagem materna devem caminhar juntas, para que ambas ganhem significados múltiplos e mútuos.
A compreensão matemática se deve a algumas habilidades linguísticas a serem desenvolvidas no aluno. É importante que o educador avalie seu aluno de forma correta e busque através dos resultados da avaliação maneiras de desenvolver as habilidades necessárias para um bom desempenho no aprendizado da matemática. 
A escola não pode mais ficar presa à tradição que diz que “o indivíduo que é bom em Matemática não o é em Língua Portuguesa” e virse-versa. É preciso romper esse paradgma propondo uma integração entre essas duas linguagens que se complementam. Quado a escola entender que os diferentes se somam, talvez se possa dizer que “o indivíduo que é bom em Matemática também o é em Língua Portuguesa”e vice-versa.








Referências:

BRITO, Maria José Ferreira de. Influência do conhecimento da língua materna na aprendizagem de conceitos e conteúdos da matemática.
Disponível em: <  >. Acesso em 23 nov. 2015.

KULCHETSCKI, Darlene Melo; MILANI, Maisa Lucia Cacita. Matemática e Língua Portuguesa: uma soma necessária na resolução de problemas matemáticos.
Disponível em: <http://www.uenp.edu.br/trabalhos/cj/anais/soLetras2012/Darlene%20Melo%20kulchetscki.pdf>. Acesso em 23 nov. 2015.





quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Plano de Aula – Dança: O corpo em movimento

Dados Gerais
Escola Municipal Cantinho do Céu                                    
Data: 20/09/2015
Professora: Michelle de Souza Teixeira Lemos
Turma: 3° ano do ensino fundamental
Turno: manhã
Carga Horária: 3 h/a.
Disciplina: Educação em Artes
Tema: Dança: O corpo em movimento

Objetivos Específicos
· Conhecer os limites do próprio corpo;
· Perceber e conhecer o ritmo;
· Entender a importância da dança;
·  Desenvolver a criatividade.

Desenvolvimento:

1° Aula:

1)   Incentivação: Passar o vídeo “Aline Barros e Cia 2 - Dança do Quaquito” que é uma música com uma dança divertida.                                                                                          
(Tempo 05 minutos)

2)   Discutir o vídeo com os alunos. Perguntar o que eles acharam do vídeo, se perceberam como a dança pode ser divertida, se acharam a dança difícil, também abrir espaço para perguntas e comentários e responder às possíveis dúvidas.                                                                                                                        
(Tempo 20 minutos)

3)   Explicar às crianças os diferentes tipos de dança e sua importância. Explicar os diferentes ritmos e culturas e falar da importância de cada uma.
 (Tempo 25 minutos)


2° Aula

1)   A atividade de dança: FUI NO ITORORÓ

Música
Fui no Itororó,
Beber água, não achei.
Achei bela morena
Que no Itororó deixei.
Aproveita minha gente,                  
Que uma noite não é nada.
Se não dormir agora,
Dormirás de madrugada.

Ó, dona Maria,
Ó, Mariazinha,
Entrarás na roda,
Ficarás sozinha!
Sozinha eu não fico
Nem hei de ficar
Porque tenho Pedro
Para ser meu par.
(bis)

Põe aqui o seu pezinho,
Bem juntinho ao pé do meu
E depois não vá dizer
Que você se arrependeu.

Participantes: Toda a turma.
Organização: Em roda.
Como brincar: Toda a turma roda conforme a música. No refrão o grupo troca "Maria" e "Mariazinha" pelo nome de um colega, que entra na roda. Esse escolhe outro para dançar com ele colocando o pé à direita e à esquerda do pé.
*Deixar 10 minutos para que as crianças tomem água e se acomodem novamente nas carteiras.
(Tempo 50 minutos)

Metodologia:
Seminário
Debate
Aula expositiva dialogada
Atividade com música e dança
Atividade individual não pontuada
Atividade avaliativa em grupo.

Recursos Didáticos
TV, aparelho de DVD, Vídeo (no pen drive), Sala ampla, aparelho de som, CD com a música, lápis, borracha, caderno, lápis coloridos, cartolina, pincéis, canetas coloridas, régua, papel crepom.

Avaliação
Atividade Individual: Após a realização da atividade, pedir para o aluno ilustrar no caderno a atividade que acabou de fazer - Atividade não pontuada.                                                                                             
(Tempo 15 minutos)

Atividade em grupo (04 alunos): Pedir para o grupo fazer um cartaz bem colorido ilustrando seu tipo de dança favorita - Valor da atividade 05 pontos.
(Tempo 35 minutos)

Referências:
Atividade com dança: Fui no Tororó
Disponível em: <http://migre.me/rzZHy>. Acesso em 20 set. 2015

PONTES, Gilvânia Maurício Dias de. A Presença da Arte na Educação Infantil: Olhares e Intenções. Natal, 2001.
Disponível em: < http://www.ufrgs.br/gearte/dissertacoes/dissertacao_gilvania.pdf>. Acesso em 14 set. 2015. 

Portal Música na Escola – Sugestões de Aulas.
Disponível em: < https://musicanaescolaportal.wordpress.com/sugestoes-de-aulas>. Acesso em 15 set. 2015.

Revista Nova Escola. Arte e a liberdade para criar.
Disponível em: < http://migre.me/rwUmH>. Acesso em 14 set. 2015.  

SPUDEIT¸ Daniela. Elaboração do Plano de Ensino e do Plano de Aula. UNIRIO / CCH Rio de janeiro, fevereiro/2014.
Disponível em: < http://migre.me/rwUrV>. Acesso em 14 set. 2015.


Vídeo Aline Barros e Cia 2 - Dança do Quaquito                                                           
 Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=mqvSgCA_8dQ>. Acesso em 20 set. 2015.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Preconceito Linguístico

Vivemos em um país intolerante com as diferenças. São comuns cenas diárias de discriminação seja pela cor, religião, classe social e até mesmo pela maneira de falar e se expressar. Para vencer a barreira do preconceito acredito que o papel da escola é fundamental, ensinando valores como respeito, tolerância e amizade. Abaixo segue o link de uma história em quadrinhos que aborda o tema preconceito linguístico.

Link da História em quadrinhos sobre variações linguísticas que criei no Pixton.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

As Múltiplas Linguagens da Infância – Linguagem Corporal 

As crianças pequenas adoram se movimentar. Estão sempre correndo, pulando tentando alcançar coisas... parece que nunca param. Mas, muitas vezes um simples movimento quer dizer muito mais do que podemos imaginar.
O movimento é uma forma de expressão fundamental, que comunica diferentes estados de sensações.  Assim, é importante que na Educação Infantil o professor possa organizar situações e atividades em que as crianças possam conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo, a chamada Linguagem Corporal.
Linguagem corporal é uma forma de comunicação não – verbal que abrange principalmente gestos, postura, expressões faciais e movimento do corpo.
Para ajudar as crianças a conhecer seu próprio corpo e desenvolver sua capacidade motora os professores precisam propor brincadeiras dinâmicas que explorem os movimentos. Neste sentido seguem brincadeiras interessantes que, no meu ver, atendem à este propósito. Trata-se de atividades simples que com pequenas adaptações podem ser usadas para trabalhar conteúdos em sala de aula. As atividades podem ser trabalhadas em diferentes momentos, dentro ou fora da sala de aula.

ATIVIDADES PARA TRABALHAR CONTEÚDOS EM SALA DE AULA

Dinâmica 01: MÍMICA HISTÓRICA

Introdução
A mímica é uma forma de exprimir pensamentos e sentimentos através de símbolos, como gestos e sinais. Há muitas brincadeiras tradicionais e eventos lúdicos, tanto para crianças quanto para adultos, que também utilizam a mímica, desta vez como entretenimento. Estes jogos são ideais para o aprimoramento da capacidade de raciocinar e para melhorar a relação social entre os participantes.

Objetivo
· Conhecer as possibilidades expressivas do próprio corpo
· Estimular a imaginação e a criatividade
· Valorizar o trabalho em equipe

Idade Recomendada
5 anos.

Material
Lápis e Caneta.

Tempo Estimado
45 a 50 minutos.

Espaço
Sala de aula.

Desenvolvimento da Atividade
Inicialmente irei dividir a turma em dois grupos. Cada grupo irá escolher um representante para fazer as mímicas. Escrever em um pedaço de papel diferentes datas comemorativas que já tenha trabalhado com as crianças, como dia do índio, dia da árvore, entre outras. Estes temas serão sorteados entre os dois representantes de cada equipe que deverão manter segredo. Por meio de gestos do representante, o resto do grupo deve tentar adivinhar o que estava no papel. Cada grupo terá 5 temas diferentes e o tempo de 4 minutos para cada adivinhação. Para a performace o aluno irá utilizar apenas os gestos e movimentos do corpo. Cada acerto valerá um ponto. Vence a equipe que tiver mais pontos.

Dinâmica 02: TRILHA DOS NÚMEROS

Introdução
Os jogos de percurso são importantes, pois ao jogar, a criança descobre que ganhar e perder faz parte da vida e desenvolve estratégias para enfrentar várias situações e os adversários. A aplicação dos jogos em sala de aula surge como uma oportunidade de socializar os alunos, busca a cooperação mútua, participação da equipe na busca de solução para o problema proposto pelo professor.

Objetivo
· Trabalhar matemática de uma forma divertida
· Valorizar o trabalho em equipe
· Aprender que perder faz parte
· Desenvolver a capacidade de raciocínio lógico

Idade Recomendada
5 anos.

Material
Lápis e canetas coloridas; papel ou papelão de duas cores diferentes, com 1 metro e meio de comprimento; régua; papel, caneta.

Tempo Estimado
50 minutos

Espaço
Sala de aula.

Desenvolvimento da Atividade
Construir dois tabuleiros, cada um de uma cor, com 20 casas. Dividir a turma em dois grupos. Cada grupo irá designar um representante para ficar no tabuleiro. Os dois alunos iniciaram na primeira casa. Será feito um sorteio para quem responde primeiro. Serão feitas perguntas simples matemática, mais especificamente sobre os números (mostrar o desenho e perguntar qual é o número, por exemplo) para cada aluno. Quem acertar avança uma casa, quem errar volta uma casa. Os representantes poderão ter ajuda da equipe, assim todos participam. Casa equipe terá 1 minuto para responder cada pergunta. Vence a equipe que o representante chegar primeiro a última casa.

ATIVIDADES PARA FORA DA SALA DE AULA

Dinâmica 03: CACHORRO E GATO CEGO

Introdução
Desenvolver habilidades cognitivas das crianças é muito importante nos anos iniciais de educação.   Portanto brincadeiras que estimulem atenção, concentração e motricidade são tão importantes. A brincadeira cachorro e gato cego é uma brincadeira divertida que pode ser trabalhada em momentos alternativos como recreio e educação física.

Objetivos
· Desenvolver audição e atenção
· Trabalhar coordenação motora

Idade Recomendada

A partir de 4 anos.

Material
Lenços.

Tempo Estimado
25 a 30 minutos.

Espaço
Quadra, campo ou pátio.

Desenvolvimento da Atividade
Todos os alunos, juntamente com a professora deverão formar um grande círculo deixando apenas dois alunos no centro. Um será o gato e outro o cachorro. Ambos terão os olhos vendados. Toda vez que o cachorro latir o gato miará e o cachorro tentará pega-lo. Quando o cachorro conseguir pegar o gato os alunos vão para o circulo e outros dois alunos vão para o centro. A brincadeira termina quando todos os alunos participarem, sendo gato ou cachorro.

Dinâmica 04: CORRIDA DE DUPLAS

Introdução
Trata-se de uma brincadeira simples que ajuda as crianças a desenvolver resistência física e ainda estimular o trabalho em equipe.

Objetivos
· Desenvolver rapidez, agilidade e resistência física
· Estimular trabalho em equipe e cooperação

Idade Recomendada

A partir de 9 anos.

Material
Bolas, giz ou fita.

Tempo Estimado
30 a 40 minutos.

Espaço
Quadra, campo ou pátio.

Desenvolvimento da Atividade
Os alunos serão divididos em 2 fileiras. Uma bola será colocada à frente de cada fila distante 7 m, enquanto os alunos ficarão atrás de uma linha de partida. O 1º aluno de cada fila, ao sinal, corre em torno da bola, volta ao seu lugar, toma o 2º pela mão, correm ambos em redor da bola e retorna ao ponto de partida. O 1º se coloca atrás de sua fila enquanto o 2º toma o 3º pela mão repetindo o percurso até que todos tenham corrido 2 a 2. Vencerá a equipe (fila) que completar o percurso em 1º lugar.

Dinâmica 05: CORRIDA DE SACO

Introdução
A corrida de saco, uma brincadeira muito popular entre as crianças. Trata-se de atividade simples, mas que requer muita habilidade e equilíbrio. É uma ótima opção de brincadeira para trabalhar equilíbrio, coordenação motora e espírito esportivo nas crianças. É uma ótima opção de brincadeira para o recreio ou educação física. 

Objetivo
· Desenvolver o equilíbrio
· Iniciação desportiva

Idade Recomendada
 A partir de 8 anos.

Material
Sacos de tecido ou estopa e fita para marcar a linha de chegada.

Tempo Estimado
25 a 30 minutos.

Espaço
Pátio da escola ou campo de futebol. Em superfície segura, já que as quedas são inevitáveis.

Desenvolvimento da Atividade
Devem correr no máximo 4 crianças por vez. As crianças devem vestir os sacos e esperar o apito, numa linha. Elas devem segurar o saco com as mãos para evitar que o saco caia abaixo dos joelhos e correr ou pular em direção a linha de chegada. Durante todo o percurso da corrida as crianças devem manter ambas as pernas dentro do saco. Ganha quem chega primeiro à linha de chegada. Os campeões de fase irão disputar no final pra ver quem vence a brincadeira.











Referências:

CHAGAS, Renata dos Santos. Artigo: Linguagem corporal. 2010                                           Disponível em: <http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/linguagem-corporal-3567030.html>.  Acesso em 09 jun. 2015.

FARIAS, Simone Fidelis. O movimento corporal no contexto da educação infantil. Biblioteca Central da UNEB. Salvador, 2009.                                                                                                      Disponível em: <http://www.uneb.br/salvador/dedc/files/2011/05/Monografia-SIMONE-FIDELIS-FARIAS.pdf>. Acesso em 09 jun. 2015.

MORGADO, Maria de Lourdes dos Santos. EDUCAÇÃO INFANTIL: O desenvolvimento da linguagem oral em crianças de 1 a 3 anos e o trabalho do professor.  UNISALESIANO, Lins/SP 2013.                                                                                                                                                  Disponível em: <http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/56005.pdf>. Acesso em 09 jun. 2015.

SANTANA, Ana Lúcia. Ates Mímicas                                                                                     Disponível em: <http://www.infoescola.com/artes/mimica/>. Acesso em 10 jun. 2015.

VAZ, Cleuza Aparecida Fagundes; TAVARES, Helenice MariaA importância da linguagem corporal na educação infantil.

Disponível em: <http://catolicaonline.com.br/revistadacatolica2/artigosn4v2/17-pedagogia.pdf>. Acesso em 09 jun. 2015.

ZIGZIGZAA. A criança e a importância da atividade física.
Disponível em: <http://educarparacrescer.abril.com.br/zigzigzaa/materias/atividade-fisica.shtml>. Acesso em 10 jun. 2015.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

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Pesquisando a realidade Brasileira – Metas do PNE

O Plano Nacional de Educação (PNE) é uma lei ordinária, prevista na Constituição Federal que valerá por 10 anos. Ela estabelece diretrizes, metas e estratégias de concretização a fim de melhorar a qualidade da educação. A partir do momento em que o PNE começa a valer, todos os planos estaduais e municipais de Educação devem ser criados ou adaptados em consonância com as diretrizes e metas estabelecidas por ele.
O PNE tem 20 metas que abrangem todos os níveis de formação, desde a educação infantil até o nsino superior, com atenção para detalhes como a educação inclusiva, a melhoria da taxa de escolaridade média dos brasileiros, a formação e plano de carreira para professores, bem como a gestão e o financiamento da Educação. São elas:

Meta 1
Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de quatro a cinco anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até três anos até o final da vigência deste PNE.

Meta 2
Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda a população de seis a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE.

Meta 3
Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%.

Meta 4
Universalizar, para a população de quatro a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Meta 5
Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até os oito anos de idade, durante os primeiros cinco anos de vigência do plano; no máximo, até os sete anos de idade, do sexto ao nono ano de vigência do plano; e até o final dos seis anos de idade, a partir do décimo ano de vigência do plano.

Meta 6
Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica.

Meta 7
Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb:
Ideb
2015
2017
2019
2021
Anos iniciais do ensino fundamental
5,2
5,5
5,7
6
Anos finais do ensino fundamental
4,7
5
5,2
5,5
Ensino médio
4,3
4,7
5
5,2

Meta 8
Elevar a escolaridade média da população de 18 a 29 anos, de modo a alcançar no mínimo 12 anos de estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.)

Meta 9
Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10
Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos, na forma integrada à educação profissional, nos ensinos fundamental e médio.

Meta 11
Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% de gratuidade na expansão de vagas.

Meta 12
Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 13
Elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 75%, sendo, do total, no mínimo, 35% de doutores.

Meta 14
Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.

Meta 15
Garantir, em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, no prazo de um ano de vigência deste PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do art. 61 da Lei nº 9.394/1996, assegurando-lhes a devida formação inicial, nos termos da legislação, e formação continuada em nível superior de graduação e pós-graduação, gratuita e na respectiva área de atuação.

Meta 16
Formar, até o último ano de vigência deste PNE, 50% dos professores que atuam na educação básica em curso de pós-graduação stricto ou lato sensu em sua área de atuação, e garantir que os profissionais da educação básica tenham acesso à formação continuada, considerando as necessidades e contextos dos vários sistemas de ensino.

Meta 17
Valorizar os profissionais do magistério das redes públicas de educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PNE.
Meta 18
Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de carreira dos profissionais da educação básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal.

Meta 19
Garantir, em leis específicas aprovadas no âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a efetivação da gestão democrática na educação básica e superior pública, informada pela prevalência de decisões colegiadas nos órgãos dos sistemas de ensino e nas instituições de educação, e forma de acesso às funções de direção que conjuguem mérito e desempenho à participação das comunidades escolar e acadêmica, observado a autonomia federativa e das universidades.

Meta 20
Ampliar o investimento público em educação de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País no quinto ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% do PIB no final do decênio.



 Referências:

Planejando a Próxima Década Conhecendo as 20 Metas do Plano Nacional de Educação. Ministério da Educação / Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (MEC /
SASE), 2014. 
Disponível em: <http://pne.mec.gov.br/images/pdf/pne_conhecendo_20_metas.pdf>. Acesso em 27 mai. 2015.

Plano Nacional de educação 2014-2024. Câmara dos Deputados. Brasília, 2014.          Disponível em: <http://www.observatoriodopne.org.br/uploads/reference/file/439/documento-referencia.pdf>. Acesso em 27 mai. 2015.