terça-feira, 21 de novembro de 2017

RELATO DE EXPERIÊNCIA – ATIVIDADE DE REGÊNCIA NO ESTÁGIO


Conforme proposta do último núcleo formativo do curso de Pedagogia Ead da UEMG, meu estágio foi realizado no 2° ano do ensino fundamental. Realizei meu estágio na Escola Municipal Cel. Adolfo Peixoto de Mello. Trata-se de uma escola municipal localizada na zona rural de Ubá. Para minha atividade de regência, ficou decidido com a professora e com a direção da escola que eu teria um dia (4 h/r) para desenvolver minha aula. Considerando que os alunos precisam de 10 minutos de recreio e mais 10 minutos para refeição, as ativdades deveriam ter aproximadamente 3 horas e 40 minutos de duração. As atividades planejadas seguiram as orientações da escola e recebeu as autorizações necessárias. A atividade de regência foi realizada no dia 30/10/2017 no turno da manhã, com suprervisão da professora. Obedecendo a proposta do planejamento foram realizadas: uma atividade de matemática, uma atividade de português e atividades físicas em forma de brincadeiras. A descrição das atividades segue logo abaixo:


ATIVIDADE DE PORTUGUÊS – 2 HORAS


1° Atividade – Leitura e Interpretação

Iniciei a atividade trabalhando interpretação e leitura com a fábula a Cigarra e a Formiga. Cada criança permaneceu sentada em sua cadeira ( a disposição da sala não foi alterada). Distribui uma folha com a fábula ilustrada e algumas questões de interpretação para cada aluno, depois fiz a leitura da fábula. Após a leitura fiz uma breve discussão com os alunos a fim de entender a visão deles. Depois fizemos a interpretação da leitura seguindo o roteiro da folha de atividade. Fiz a leitura das questões em voz alta, analizamos juntos as respostas dadas e depois cada aluno escreveu sua resposta na folha. Ao final as folhas foram coladas no caderno.


Fábula: A Cigarra e a Formiga
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A cigarra passou todo o verão cantando, enquanto a formiga juntava seus grãos.
Quando chegou o inverno, a cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer.
A formiga então perguntou à ela:
- E o que é que você fez durante todo o verão?
- Durante o verão eu cantei – disse a cigarra.
A formiga respondeu:
-Muito bem, pois agora dance!

(Ruth Rocha)


Questões de interpretação


1) Qual o título do texto? _______________________________________.
2) Quais as personagens do texto? ________________________________.
3) O que a cigarra fez durante o verão? ____________________________.
4) O que a formiga fez durante o verão? ___________________________.
5) Quem é o(a) autor(a) do texto? ________________________________.
6) Qual é a moral da história? ___________________________________.
7) Você achou a atitude da formiga correta? Por quê? _________________.
8) Se fosse você no lugar da formiga o que faria? _____________________.


2° Atividade – Ilustração

Após a interpretação da fábula a Cigarra e a Formiga pedi aos alunos que fizessem, em uma folha A4, um desenho  ilustrando a fábula. Após todos terem terminado penduramos os desenhos no varal da sala.


3° Atividade – Jogo

Para trabalhar a questão da escrita trabalhei com os alunos o jogo Abelhinhas curiosas. Esse jogo foi criado por mim como proposta de uma atividade do curso. O jogo é composto por um painel feito em papel cartão, abelhas cada uma com uma letra do alfabeto e letras em EVA. Para aplicação da atividade os alunos fizeram uma roda em volta da mesa da professora onde o painel e as abelhinhas foram colocados. Cada aluno escolhia uma abelha que tinha a letra virada para baixo, depois com as letras de EVA deveriam formar uma palavra. As palavras eram livres, mas deveriam fazer referência à fábula a Cigrra e a Formiga. Cada aluno participu uma vez do jogo.


ATIVIDADE DE MATEMÁTICA – 40 MINUTOS


1° Atividade – Problemas

Na atividade de matemática trabalhei com problemas. A fim de dar sequência as atividades de português trabalhei com elementos da fábula a Cigarra e a Formiga. Distribui uma folha com 6 problemas para serem respondidos. Após a leitura de cada problema pelos alunos (cada aluno voluntário leu um problema), discutimos as respostas e os alunos responderam na folha. Ao final a folha foi colada no caderno.

*Alguns alunos deram respostas incorretas que foram corrigidas no final.

Problemas Trabalhados

  1. Durante o verão a formiga juntou 10 grãos de milho, 10 de arroz e 10 de feijão. Quantos grãos a formiga juntou no total?

  1. 1 formiga consegue juntar 100 grãos de comida por dia. Quantos grãos 2 formigas podem juntar em 1 dia?

  1. A cigarra tem apenas 1 violão. Se ela ganhar mais 5 violões quantos violões ela terá no total?

  1. A formiguinha juntou 20 grãos em um dia de trabalho. No final do dia ela comeu 10 grãos. Com quantos grãos ela ficou?

  1. A formiguinha tinha 4 folhas para comer, mas ficou com pena da cigarra e deu 1 para ela. Com quantas folhas a fomiguinha ficou?

  1. A cigarra sapeca pegou escondida 5 grãos da formiguinha que tinha guardado 15 grãos. Quantos grãos sobraram para a formiguinha?


ATIVIDADE FÍSICA ATRAVÉS DE BRINCADEIRAS – 1 HORA


Como o planejamento envolvia o desenvolvimento de uma atividade física, preparei 2 brincadeiras para serem desenvolvidas ao ar livre. Segue abaixo a discrição:


1° Atividade – Corrida de saco

A fim de trabalhar coordenação motora, preparação física, desenvolver espírito de equipe e cooperação, desenvolvi a brincadeira corrida de saco. No campo da escola, a turma foi dividida em cinco equipes. Por vez, um aluno de cada equipe apostaram corrida. Quando todos participaram, os vencedores de cada etapa disputaram até sobrar um único vencedor.


2° Atividade – Cabra Cega

A segunda atividade escolhida foi a tradicional brincadeira da Cabra-Cega. Trata-se de um jogo em que um aluno, de olhos vendados, procura adivinhar e agarrar os outros. Aquele que for agarrado, passará a ficar com os olhos vendados. Além de pegar o colega o aluno tinha que adivinhar pela voz quem era o amiguinho. Essa brincadeira foi escolhida por ser capaz de desenvolver coordenação motora, audição, sensibilidade e confiança. 

* A aula não foi fotografada pois, embora a escola tenha autorização dos pais para fotografar as crianças, a escola não possui autorização para divulgar as fotos na internet. Assim a escola não autorizou a divulgação de imagens das crianças. Foram fotografadas apenas as atividades prontas. 

* Todo o material necessário foi disponibilizado por mim. Não utilizamos material da escola.















quinta-feira, 8 de junho de 2017

Imagens das Atividades Realizadas pelos alunos durante a atividade de regência













Atividade de Docência

Seguindo a orientação do estágio neste semestre realizei meu estágio na sala do primeiro período da educação infantil da Escola Municipal Cel. Adolfo Peixoto de Mello. Trata-se de uma escola pública de Educação Infantil e Ensino Fundamental I (1° ao 5° ano), situada na zona rural da cidade de Ubá/MG. A Escola recebeu esse nome em homenagem prestada à família do Cel. Adolfo Peixoto de Mello, por terem sido eles os doadores do terreno para a construção do prédio da escola. O Cel. Adolfo é o patrono da escola por ter partido dele a iniciativa da construção do prédio.
No município de Ubá as escolas municipais seguem um planejamento que recebem da Secretaria de Educação. O planejamento é o mesmo para todas as escolas municipais e precisa  ser seguido pelos professores. A escola Cel. Adolfo Peixoto de Mello segue esse planejamento. Por isso ao iniciar meu estágio procurei me orientar com a professora para que pudesse desenvolver minha atividade de docência dentro da recomendação da Secretaria de Educação e da Escola. Para desenvolver uma atividade agradável e adequada procurei observar o perfil dos alunos, seus interesses, a interação entre eles e a abordagem mais pertinente para adotar.
Em conversa com a professora, a direção da escola e me orientando pelo planejamento da Secretaria de educação, ficou definido que eu teria metade de um dia de aula (2 horas) para desenvolver minha atividade. Definimos que nesse dia eu deveria acolher os alunos, desenvolver uma atividade lúdica e um trabalho manual.
Realizei minha atividade no dia 09 de maio de 2017, e foi uma experiência extremamente agradável e produtiva. Após acolher os alunos expliquei como seria nossa aula em seguida desenvolvi com eles as duas atividades que eu tinha planejado. Segue abaixo a descrição das atividades desenvolvidas na sala:


Acolhimento: Com músicas e oração que os alunos fazem diariamente. Depois expliquei como seria nossa aula (Tempo: 15 minutos).


Atividade Lúdica: Na atividade lúdica procurei realizar com os alunos uma brincadeira agradável para ajudar a identificar as partes do corpo, trabalhar coordenação motora, raciocínio e desenvolver espírito de competição saudável. Para a brincadeira afastamos as cadeiras e deixamos o centro da sala livre. Então os alunos formaram duas filas, sentados um de frete para o outro. No meio foi colocado uma bolinha colorida. A cada comando meu os alunos deveriam colocar as duas mãos sobre a parte do corpo mencionada. Por exemplo, quando eu falasse cabeça, todos deveriam colocar as duas mãos na cabeça. Quando o comando indicasse bola o aluno que pegasse a bola primeiro seguiria competindo com os demais até que no final sobrasse apenas um aluno com a bola. Quem ia saindo ficava do meu lado torcendo pelo colega. Realizamos a atividade por três vezes e tivemos três vencedores diferentes. O que pude notar é que os alunos que saíam do jogo não ficavam tristes mas sim torciam pelos colegas que ainda estavam participando. No final os vencedores foram aplaudidos e abraçados. (Tempo 45 minutos)


Trabalho Manual: Nesta atividade a proposta foi trabalhar com colagem. Com a proximidade do dia das mães, minha proposta foi que os alunos fizessem uma ilustração da mãe deles (antes me certifiquei que todos os alunos tinham mãe). Para a atividade cortei em EVA as partes do corpo (cabeça, pernas, braços e cabelo de diferentes cores), diferentes roupinhas (vestidos, saias, calça, blusas, etc.), sapatos e ainda alguns apliques em formato de coração e estrelas para que os alunos pudessem enfeitar os trabalhos. Cada aluno escolheu as peças que queriam e colaram em uma folha A4 branca montando as mamães. O resultado foi muito satisfatório, pois, como trabalharam com um material diferente do que eles costumam trabalhar nas aulas além disso fizeram um trabalho pensando nas mães reforçando o laço afetivo. No final todos levaram seus trabalhos para casa.                                                                                                                                                          (Tempo 1 hora)


Observações:
·         Todo material utilizado na realização das duas atividades foi providenciado por mim. Não foi utilizado nenhum material da escola.
·         Tudo que foi realizado foi passado antecipadamente para a professora. Todo o procedimento foi autorizado por ela.
·         Foi autorizado pela escola, que possui autorização dos pais por escrito, fotografar as atividades, porém a divulgação das fotos das crianças não foi altorizada. Portanto será publicado no blog apenas a imagem dos trabalhos concluídos.




A atividade de docência foi realizada utilizando apenas metade de uma aula. Durante o restante do tempo do meu estágio acompanhei a rotina das crianças na sala de aula e auxiliei a professora nas atividades diárias. Foi uma experiência proveitosa e desafiadora que contribuiu muito para a minha formação. 









quarta-feira, 3 de maio de 2017

Fotos antigas e atuais da Praça São Januário em Ubá






Analisando as mudanças em uma paisagem

Como a proposta desta atividade é analisar as transformações ocorridas em local com valor afetivo pra mim, escolhi analisar um lugar que marcou minha infância a Praça São Januário na cidade de Ubá em Minas Gerais. A Praça fica localizada no centro da cidade e abriga o prédio da Prefeitura do município. Na praça também está a Igreja Matriz de São Januário, um dos padroeiros da cidade, que foi inaugurada em 1841.
Esse lugar marcou minha infância, pois nos domingos depois de assistir à missa com minha família meus pais me levavam pra brincar na praça. O que mais me chamava a atenção naquele lugar eram os grandes arbustos com diferentes formatos. Eu ficava encantada com eles. Ao longo desses anos a paisagem da praça mudou, mas a essência e encantamento do lugar ainda permanecem.
Seguindo as instruções propostas no roteiro desta atividade segue a análise das mudanças ocorridas na paisagem.

Mudanças e permanências na Paisagem

A paisagem pode ser alterada tanto pelos elementos naturais quanto pelos elementos humanizados. Os elementos naturais mudam a paisagem de acordo com a interferência de fenômenos naturais como o clima. Já os seres humanos modificam a paisagem em busca de  melhores condições de sobrevivência, conforto e segurança. O local analisado (A Praça São Januário) passou por várias mudanças ao longo do tempo (considerando da minha infância até o momento presente), mas algumas características ainda permanecem. Seguem descritas abaixo as principais mudanças e permanências que eu pude notar no local ao longo deste tempo.

Mudanças: As mudanças que considero mais significativas foram: 
  • A substituição dos grandes arbustos por plantas rasteiras;
  • Substituição da pavimentação da praça;
  • Novos pontos comerciais foram construídos no entorno da praça;
  • A praça ganhou mais iluminação;
  • Os antigos bancos de cimento foram substituídos por novos bancos de madeira.
  • A Praça ganhou novas estátuas de personagens importantes para a cidade como a de Ary Barroso.

Permanências: Apesar das mudanças, alguns elementos permaneceram ao longo do tempo. O que mais consigo me recordar é:
  • As árvores maiores em volta da praça foram mantidas;
  • Algumas construções antigas do entorno, como a Igreja e o prédio da prefeitura, passaram por reformas, mas a estrutura original foi mantida;
  • O chafariz com a estátua do Cristo foi mantido após reforma. 
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Camadas de Tempo presente

 A paisagem está em constante processo de modificação, sendo adaptada conforme as atividades humanas. Com  o passar do tempo a paisagem de um lugar pode ser alterada pela ação da natureza ou dos seres humanos. Na Praça São Januário os efeitos do tempo (considerando desde minha infância até o momento presente) foi mais visível nas construções do entorno e da estrutura da praça. Com clima tropical apresentando chuvas durante o verão e temperaturas com variações médias anuais entre 18 C e 31 C, a paisagem da praça não teve grandes modificações causadas por fatores naturais. As ações humanas no sentido de minimizar os efeitos do tempo foram no sentido de restaurar e reformar o que foi necessário para manter a segurança e a beleza do lugar.  

Marcas de Outros Espaços

A paisagem da Praça São Januário pode ser considerada uma paisagem humanizada por ter sido construída pelos homens. Nela coexistem elementos naturais (que foram introduzidos pelos seres humanos) e elementos artificiais que predominam no local.

Fenômenos Sociais, Culturais e ambientais da paisagem

Uma paisagem é formada por diferentes elementos que podem ser de domínio natural, humano, social, cultural ou econômico e que se articulam uns com os outros. A Praça São Januário se localiza no centro de Ubá e é considerada um dos locais de destaque da cidade tanto por sua beleza quanto por seu valor cultural e econômico. No entorno da praça existem grandes construções com alto valor comercial como lojas e restaurantes e outros com grande valor cultural como o colégio particular Sagrado Coração de Maria um dos mais tradicionais da cidade, além de prédios públicos como a sede da prefeitura que preserva a construção original preservando o seu valor histórico.  Quanto aos fatores ambientais o local conserva várias árvores em um ambiente acolhedor.

Relação Homem Natureza

A relação homem-natureza é realizada em razão da dependência humana dos recursos que a natureza oferece. Embora seja necessária para melhorar a vida da sociedade de um determinado local é preciso lembrar que a natureza e seus recursos são esgotáveis e que ela necessita de respeito e cuidados especiais. Se não tivermos cuidado a relação entre o homem e a natureza pode trazer consequências desastrosas e comprometer nossa própria sobrevivência. Na Praça São Januário as interferências humanas na parte natural está relacionada a mudança da vegetação onde  arbustos maiores foram substituídos por pequenas plantas. As demais interferências são mais notadas nas construções do local.

Apropriação do Espaço ao longo do Tempo

A Praça São Januário é um espaço público que é muito utilizado pela população para momentos de lazer.  É muito comum os pais levarem os filhos pra brincar na praça principalmente nos fins de semana, por isso a praça ganhou barracas de comidas e brinquedos. Sob os cuidados da prefeitura o local é considerado um dos principais pontos para se ter bons momentos de descontração. O entorno da Praça possui hoje variados pontos comerciais atraindo muitas pessoas durante o dia e a noite, tanto para compras quanto para o lazer.





 Referência:
CALLAI, Helena Copetti.  Aprendendo a ler o mundo: A geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Disponível no AVA – UEMG.  Acesso em 25 abr. de 2017.

domingo, 5 de março de 2017

2017
Fichamento do Artigo Científico

O fichamento é o ato de registrar os estudos de um livro e/ou um texto. O trabalho de fichamento possibilita ao estudante, além da facilidade na execução dos trabalhos acadêmicos, a assimilação do conhecimento. De acordo com diversos autores, o fichamento deve conter a seguinte estrutura: cabeçalho indicando o assunto e a referência da obra, isto é, a autoria, o título, o local de publicação, a editora e o ano da publicação. Existem três tipos básicos de fichamentos: o fichamento bibliográfico, o fichamento de resumo ou conteúdo e o fichamento de citações.
Conforme proposto na última atividade desta disciplina, segue abaixo o fichamento das obras utilizadas como referência para a construção do meu artigo científico.

1- Caderno de violência doméstica e sexual contra crianças e adolescentes.                                

 

Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes
  
Referência:Caderno de violência doméstica e sexual contra crianças e adolescentes. Secretaria Municipal de Saúde. São Paulo, 2007. Disponível em: <http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/crianca/Adolescente.pdf>. Acesso em 20 fev. de 2017.
  
A presente obra é um documento elaborado pela Área Técnica de Saúde da Criança e do Adolescente – CODEPPS/SMS-SP e pelo Núcleo de Estudos da Violência contra Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo, órgãos ligados a Secretaria de saúde de São Paulo. Esse caderno foi elaborado com o objetivo de diminuir o índice de morbimortalidade causada pelas formas mais frequentes de violência e de acidentes domésticos. O documento apresenta a violência doméstica contra crianças e adolescentes como um fenômeno universal que ocorre em diferentes níveis de desenvolvimento econômico e social, atingindo todas as classes sociais, etnias, religiões, raças e culturas. Constitui fenômeno frequente que quase sempre deixa sequelas psíquicas graves e não raramente sequelas físicas incapacitantes, potencialmente fatais, com possibilidade de lesar também futuras gerações da mesma família. Segundo o documento a maioria dos casos não são denunciados pois os envolvidos geralmente possuem com o agressor algum vínculo familiar e/ou afetivo. Como consequências da violência o documento aponta a desestruturação da formação física e psicológica e com isso perda de valores e valorização da vida do outro. O que pode gerar uma sociedade cada vez mais violenta. O documento também classifica as formas de violência e destaca a importância dos profissionais da saúde na identificação dos casos e atendimento diferenciado às vítimas. A obra apesar de se tratar de um documento voltado para os profissionais de saúde me ajudou muito na construção do meu artigo por trazer conceitos e definições importantes sobre o tema. 
 


2 - Combatendo e prevenindo os abusos e/ou maus-tratos contra crianças e adolescentes: O papel da escola.
 

Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes
  
Referência:Combatendo e prevenindo os abusos e/ou maus-tratos contra crianças e adolescentes: O papel da escola.                                                                                               Disponível em:<http://www.laprev.ufscar.br/documentos/arquivos/apostilas-e-manuais/apostila_laprev_rachel.pdf>. Acesso em 19 fev. de 2017.   
A presente manual foi elaborado com oobjetivo de fornecer subsídios  aos profissionais da educação para o enfrentamento de situações suspeitas de abusos e/ou maus-tratos contra crianças e adolescentes. O manual traz a conceituação de maus-tratos adotada pela Associação Internacional para a Prevenção do Abuso e Negligência (ISPCAN) que diz: O abuso ou os maus-tratos contra crianças engloba toda forma de maus-tratos físicos e/ou emocional, abuso sexual, abandono ou trato negligente, exploração comercial ou outro tipo, do qual resulte um dano real ou potencial para a saúde, a sobrevivência, o desenvolvimento ou a dignidade da criança no contexto de uma relação de responsabilidade, confiança ou poder” (Organização Mundial de Saúde, 2002). O que mais achei interessante no manual foi que ele trouxe diferentes exemplos de possíveis situações de violência que podem acontecer cotidiano das criança e adolescentes.Os exemplos ilustram os casos e facilitam o entendimento do problema esclarecendo dúvidas comuns. O manual também destaca as consequências negativas para as vítimas de violência e menciona que nem todos os casos são devidamente comunicados aos órgãos competentes. O manual também menciona alguns dos sinais que podem ajudar os professores a identificar os casos e expões dicas de como proceder diante deles. Trata-se de um documento voltado para os profissionais da educação que me ajudou bastante na construção do meu artigo pela clareza com que o assunto é exposto e pela exemplificação dos casos.  
3 - Diálogos e mediação de conflitos nas escolas – Guia prático para educadores.
 

Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes
  
Referência: Diálogos e mediação de conflitos nas escolas – Guia prático para educadores. Brasília, 2014.  Disponível em:<http://migre.me/w6KsE>. Acesso em 19 fev. de 2017.
  
O guia foi o resultado de um projeto doMinistério Público, por seu Conselho Nacional, e a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), em parceria com as unidades do Ministério Público nos Estados e no DF e com as Secretarias de Estado da Educação. Foi o projeto Conte até 10 nas Escolas que tinha o objetivo de estimular o debate junto aos alunos do ensino médio de todo o país, em torno do respeito e dos direitos e deveres dos jovens, partindo dos alarmantes índices de vitimização da população entre 15 a 24 anos por homicídios. O guia destaca o papel da escola na proteção de crianças e jovens considerando a escola um espaço privilegiado para se detectar situações de violência, vulnerabilidades ou perigos. O que guia também menciona os 4 pilares da educação: aprender a conhecer, a fazer, a ser e a conviver, que são de fundamental importância na atuação em educação. Além de apresentar várias formas de ajudar as vítimas, formas de mediação de conflitos e práticas restaurativas, o guia traz diversas atividades para serem respondidas pelos educadores. Achei interessante pois as questões levam o professor a fazer reflexões sobre sua atuação na escola e sobre sua maneira de enxergar o aluno. 
 

4 - Guia de Referência - Construindo uma Cultura de Prevenção à Violência Sexual.
 
Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes   
Referência: Guia de Referência - Construindo uma Cultura de Prevenção à Violência Sexual. Organização Childhood Brasil. Disponível em: <http://www.childhood.org.br/wp-content/uploads/2010/12/Guia-de-Referencia.pdf>. Acesso em 20 fev. de 2017.
  
A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma grave violação dos direitos humanos. Trata-se de um fenômeno complexo, que ocorre em todo o mundo e está ligado a fatores culturais, sociais e econômicos. No Brasil, atinge milhares de meninos e meninas cotidianamente – muitas vezes de forma silenciosa, comprometendo sua qualidade de vida e seu desenvolvimento físico, emocional e intelectual. Pensando nisso a Organização Childhood Brasil lançou um guia de referência para orientar a sociedade sobre esse grave e triste problema. Infelizmente a violência sexual contra crianças a adolescentes acontece todos os dias e está mais perto de nós do que podemos imaginar. O guia traz um histórico das mobilizações feitas pela organização em prol das crianças e adolescentes e traz de forma bastante clara e de fácil entendimento os conceitos, as causas e as consequências da violência sexual contra crianças e adolescentes. Apesar de trazer orientações especiais sobre propostas pedagógica  de prevenção à violência sexual, o guia é direcionado a sociedade em geral e traz orientações sobre como perceber, prevenir e combater esse tipo terrível de violência. O guia me chamou bastante atenção por apresentar passos importantes para se seguir ao reconhecer algum caso suspeito. Trata-se de um material informativo, ilustrado e com linguagem acessível. Com certeza um excelente material para ajudar na atuação pedagógica e para orientar a sociedade. 
 


5 - Estatuto da Criança e do adolescente (ECA).
 

Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes
  
Referência:LEI Nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do adolescente (ECA).Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm>. Acesso em 18 fev. de 2017.
  
O Estatuto da Criança e do Adolescente é a lei que cria condições de exigibilidade para os direitos da criança e do adolescente, que estão definidos no artigo 227 da Constituição Federal que diz: "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao lazer e à profissionalização, à liberdade, ao respeito, à dignidade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência crueldade e opressão."Recorri ao Estatuto para me orientar sobre a legislação em favor dos direitos das crianças e adolescentes. O que pude perceber é que o material é de fácil acesso podendo ser encontrado em diferentes sites, mas ainda assim muitas pessoas incluindo profissionais da educação desconhecem seus princípios básicos.  

6 - Educação Infantil diante da violência doméstica contra crianças – Compreendendo sentidos e práticas.
 

Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes
  
Referência:LIMA, Luciana Pereira de. Educação Infantil diante da violência doméstica contra crianças – Compreendendo sentidos e práticas. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-19022009-110729/pt-br.php>. Acesso em 20 fev. de 2017.   
O presente documento trata-se de uma dissertação de mestrado apresentada em São Paulo em 2008. No seu trabalho a autora destaca a responsabilidade das famílias, da sociedade e das escolas em cuidar das crianças. Responsabilidade esta que é assegurada por lei. A autora apresenta a violência em um cenário mundial e conceitua os diferentes tipos de violência aos quais as crianças estão sujeitas. Além de apresentar dados históricos a autora traz citações de diferentes estudiosos e especialistas sobre o assunto. Sobre o dever da escola no combate a violência contra crianças e adolescentes a autora cita a LDB e destaca a escola como sendo um ambiente que deve proporcionar acolhimento e segurança. Para seu trabalho a pesquisadora realizou uma pesquisa no conselho Tutelar de Ribeirão Preto. A pesquisa registrou uma grande quantidade de notificação de casos de violação dos direitos das crianças e adolescentes, embora muitos não sejam notificados, e concluiu que existe uma relação complexa entre as famílias e as instituições de ensino principalmente as creches. Destaca a importância das instituições de ensino reverem seus valores e ajudar no combate a violência dentro e fora das escolas.  

7 -  A concepção de educadores sobre violência doméstica e desempenho escolar.
 
Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes   
Referência:PEREIRA, Paulo Celso. WILLIAMS, Lúcia Cavalcanti de Albuquerque. A concepção de educadores sobre violência doméstica e desempenho escolar. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/pee/v12n1/v12n1a10.pdf>. Acesso em 17 fev. de 2017.   
O trabalho apresentado revelam os dados de um estudo que verificou o desempenho escolar da criança vítima de violência doméstica. Para isso foi realizada uma pesquisa com professores que tinham na sala de aula crianças vítimas de violência doméstica e as diretoras das respectivas escolas, perfazendo um total de 18 professoras e 10 diretoras de escola, da cidade de Catanduva – SP e região. A coleta de dados com as educadoras aconteceu nas dependências da escola. As professoras foram entrevistadas nas respectivas salas de aula; as diretoras em suas salas. Para a coleta de dados foi utilizada uma Entrevista Semi-Estruturada. Os dados obtidos com a pesquisa realizada revelaram as opiniões das educadoras sobre violência doméstica e desempenho escolar da criança vítima deste fenômeno. Segundo as entrevistadas as próprias crianças muitas vezes contam seus dramas familiares em outros casos marcas físicas eram percebidas. A pesquisa concluiu que para a grande maioria das entrevistadas o desempenho escolar da criança fica prejudicado. Além deste comprometimento, as educadoras mencionaram sequelas que observavam no comportamento da criança vitimizada, principalmente, a agressividade e a indisciplina apresentadas na escola. A autora finaliza destacando a importância de se realizar mais estudos sobre o tema.  

8 -  Plano nacional de promoção proteção e defesa do direito à convivência familiar e comunitária.
 
Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes   
Referência:Plano nacional de promoção proteção e defesa do direito à convivência familiar e comunitária. Governo Federal. Disponível em: em:<http://www.sdh.gov.br/assuntos/criancas-e-adolescentes/programas/pdf/plano-nacional-de-convivencia-familiar-e.pdf>. Acesso em 17 fev. de 2017.   
O Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária é resultado de um processo participativo de elaboração conjunta, envolvendo representantes de todos os poderes e esferas de governo, da sociedade civil organizada e de organismos internacionais, os quais compuseram a Comissão Intersetorial que elaborou os subsídios apresentados ao Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes - CONANDA e ao Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS. O plano aborda a legislação sobre os direitos da criança e do adolescente, traz dados estatísticos e apresenta programas que auxiliam no acolhimentos das famílias. O que achei interessante no documento foi a abordagem da questão do trabalho infantil. Segundo dados do plano o IBGE registrou em 2004,  que em 2003, havia 5,1 milhões de crianças e adolescentes trabalhando. Do total de crianças e adolescentes trabalhadores: 4,1% tinham de 05 a 09 anos de idade, 33,3% tinham de 10 a 14 anos de idade e 62,6% tinham de 15 a 17 anos de idade. Outra questão que achei importante foi a abordagem da questão das crianças em situação de rua, uma triste realidade no nosso país. O documento destaca ainda que o apoio à criança e ao adolescente em situação de vulnerabilidade social passa necessariamente pelo apoio à sua família e pela melhoria das condições de vida em suas comunidades. Assim não é somente as crianças e os adolescentes que precisam de atenção. As comunidades e as famílias também precisam ser cuidadas. 
 

9 - Por uma escola que protege: a educação e o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes.
 

Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes
  
Referência:Por uma escola que protege: a educação e o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. Organizado por Paulo Vinivius Baptista da Silva, Jandicleide Evangelista Lopes e Arianne Carvalho. Ponta Grossa, Editora UEPG; Curitiba, Cátedra UNESCO de Cultura da Paz UFPR, 2008. 198p.   
Este livro resultado do trabalho desenvolvido na efetivação do Projeto “Escola que Protege” na Universidade Federal do Paraná. O “Escola que Protege” é um projeto da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade – SECAD/MEC, destinado à capacitação de professores de escolas de Ensino Fundamental e Médio, para que possam trabalhar com prevenção e intervenção nas situações de violência contra crianças e adolescentes. O livro destaca  que formação dos educadores para atuarem no sentido de identificar sinais como mudanças de comportamento dos alunos, encaminhar para atendimento especializado e prevenir casos de violência física e/ou psicológica, abandono ou negligência, abuso e exploração sexual comercial, bem como a exploração do trabalho infantil é fundamental para que a escola possa assegurar a aquisição dos conteúdos escolares para todos. O livro apresenta a infância com conceitos e dados históricos, apresenta e analisa o Estatuto da Criança e do adolescente, faz considerações sobre liberdade, igualdade e proteção à criança e apresenta os resultados do projeto. 
 


10 - Mais Educação, menos Violência. Caminhos inovadores do programa de abertura das escolas públicas nos fins de semana.


 

Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes
  
Referência:ROLIM, Marcos. Mais educação, menos violência: caminhos inovadores do programa de abertura das escolas públicas nos fins de semana. Brasília : UNESCO, Fundação Vale, 2008.   
A presente obra é parte de uma coleção de sete publicações da UNESCO para sistematizar uma iniciativa de inclusão social e redução de violência com foco na escola, no jovem e na comunidade. O objetivo das publicações é compartilhar com a sociedade o conhecimento e a experiência acumulados pela UNESCO na gestão do Programa Abrindo Espaços, que tem como uma de suas missões agregar valor a iniciativas focadas na construção e na multiplicação da cultura de paz. Todo o trabalho é voltado para o combate a cultura violente vivida em nosso país e ao acolhimento aos jovens. O documento também fala sobre a importância da escola no combate a violência e a ligação entre o baixo investimento em educação e a violência no país. O autor finaliza apresentando o Programa Abrindo Espaços, que consiste na abertura das escolas públicas nos fins de semana, com oferta de atividades de esporte, lazer, cultura, inclusão digital e preparação inicial para o mundo do trabalho. Ao contribuir para romper o isolamento institucional da escola e fazê-la ocupar papel central na articulação da comunidade, o programa materializa um dos fundamentos da cultura de paz: estimular a convivência entre grupos diferentes e favorecer a resolução de conflitos pela via da negociação.  

11 - Conselho tutelar e a violência nas escolas.
 

Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes
  
Referência:ROMANO, Camila Andressa.Conselho tutelar e a violência nas escolas. Disponível em: <http://www.dfe.uem.br/TCC/Trabalhos_2012/CAMILA_ANDRESSA_ROMANO.PDF>. Acesso em 18 fev. de 2017.   
O presente trabalho trata do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Pedagogia da Universidade Estadual de Maringá. No trabalho a autora apresenta a história e a função do conselho tutelar ressaltando o papel do Conselho Tutelar frente à violência nas escolas. O trabalho foi importante para meu artigo por facilitar meu entendimento sobre o funcionamento do conselho tutelar. 
 

12 -  Violência doméstica contra crianças e adolescentes – Um cenário em desconstrução. 
 

Educação e violência doméstica contra crianças e adolescentes
  
Referência: Violência doméstica contra crianças e adolescentes – Um cenário em desconstrução. Disponível em:<https://www.unicef.org/brazil/pt/Cap_01.pdf>. Acesso em 18 fev. de 2017.
  
O trabalho apresenta oque é e quais as formas de violência doméstica contra a criança e o adolescente evidenciando as consequências para o desenvolvimento das vítimas. O trabalho destaca que a violência incide desigualmente sobre crianças e adolescentes, em função de idade, pobreza, gênero, etnia e outros fatores e que a negligência caracterizada pelo abandono infantil é uma realidade fortemente presente no nosso país. O trabalho também apresenta um estudo que fala sobre as agressões físicas como forma de educar. Segundo o estudo adolescentes que sofreram maus-tratos familiares sofrem mais episódios de violência na escola, vivenciam mais agressões na comunidade e transgridem mais as normas sociais.  






                                                                                                                                                           
Referências:

Caderno de violência doméstica e sexual contra crianças e adolescentes. Secretaria Municipal de Saúde. São Paulo, 2007. Disponível em: <http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/crianca/Adolescente.pdf>. Acesso em 20 fev. de 2017.

Combatendo e prevenindo os abusos e/ou maus-tratos contra crianças e adolescentes: O papel da escola. Disponível em:<http://www.laprev.ufscar.br/documentos/arquivos/apostilas-e-manuais/apostila_laprev_rachel.pdf>. Acesso em 19 fev. de 2017.

Diálogos e mediação de conflitos nas escolas – Guia prático para educadores. Brasília, 2014.  Disponível em:<http://migre.me/w6KsE>. Acesso em 19 fev. de 2017.

Guia de Referência - Construindo uma Cultura de Prevenção à Violência Sexual. Organização Childhood Brasil. Disponível em: <http://www.childhood.org.br/wp-content/uploads/2010/12/Guia-de-Referencia.pdf>. Acesso em 20 fev. de 2017.

LEI Nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do adolescente (ECA). Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm>. Acesso em 18 fev. de 2017.

LIMA, Luciana Pereira de. Educação Infantil diante da violência doméstica contra crianças – Compreendendo sentidos e práticas. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-19022009-110729/pt-br.php>. Acesso em 20 fev. de 2017.

PEREIRA, Paulo Celso. WILLIAMS, Lúcia Cavalcanti de Albuquerque. A concepção de educadores sobre violência doméstica e desempenho escolar. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/pee/v12n1/v12n1a10.pdf>. Acesso em 17 fev. de 2017.

Plano nacional de promoção proteção e defesa do direito à convivência familiar e comunitária. Governo Federal. Disponível em: em:<http://www.sdh.gov.br/assuntos/criancas-e-adolescentes/programas/pdf/plano-nacional-de-convivencia-familiar-e.pdf>. Acesso em 17 fev. de 2017.

Por uma escola que protege: a educação e o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. Organizado por Paulo Vinivius Baptista da Silva, Jandicleide Evangelista Lopes e Arianne Carvalho. Ponta Grossa, Editora UEPG; Curitiba, Cátedra UNESCO de Cultura da Paz UFPR, 2008. 198p. Disponível em:<http://www.cedeps.com.br/wp-content/uploads/2009/06/LivroEQP.pdf>. Acesso em 18 fev. de 2017.

ROLIM, Marcos. Mais Educação,menos Violência. Caminhos inovadores do programa de abertura das escolas públicas nos fins de semana. Brazília, 2008. Disponível em:<http://unesdoc.unesco.org/images/0017/001785/178542por.pdf>. Acesso em 19 fev. de 2017.

ROMANO, Camila Andressa.Conselho tutelar e a violência nas escolas. Disponível em: <http://www.dfe.uem.br/TCC/Trabalhos_2012/CAMILA_ANDRESSA_ROMANO.PDF>. Acesso em 18 fev. de 2017.
Vídeo Como Fazer Fichamentos: Disponível no AVA – UEMG – Ead.

Violência doméstica contra crianças e adolescentes – Um cenário em desconstrução. Disponível em:<https://www.unicef.org/brazil/pt/Cap_01.pdf>. Acesso em 18 fev. de 2017.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

 Memórias da Infância

Pensando sobre a infância do ponto de vista pedagógico, penso que uma infância estimulante, com brincadeiras apropriadas a cada etapa de desenvolvimento, contribui para a formação da personalidade e são fundamentais para a construção afetiva e cognitiva saudável da criança. As situações lúdicas auxiliam a criança a lidar com sentimentos, contribuindo com o amadurecimento e colaborando para as decisões que tomará posteriormente na vida adulta.
Quando penso na minha infância lembro, com saudades, que tive uma infância muito feliz e muito ativa. Na minha época de criança só quem tinha computador, celular e brinquedos eletrônicos eram as pessoas de classe social mais alta. Felizmente meus amigos e eu não tínhamos acesso a tanta tecnologia como as crianças de hoje possuem. Nossa diversão estava justamente em brincar. Pura e simplesmente brincar. Fazíamos muitos dos nossos brinquedos, qualquer coisa podia ser usada numa brincadeira. Uma caixa de papelão, por exemplo, era usada pra descer um morro escorregando. Quanto mais alto, mais velocidade, mas diversão, e sem um freio, mais nariz ralado. Dos tombos inevitáveis a gente levantava, nossa mãe analisava e então a gente recomeçava! Cada cicatriz valia a pena.
Como nasci e cresci na zona rural, cresci longe do trânsito e da violência da cidade, que na época era muito menor do que é hoje. Íamos caminhando para a escola que ficava próxima. Não tínhamos medo de assaltos, sequestros ou atropelamentos. Éramos crianças com preocupações de crianças. Brincávamos no quintal de casa que não tinha muros ou cercas. Brincávamos na rua a noite enquanto nossas mães conversavam no portão. Lembro do meu pai me ensinando a andar de bicicleta a noite depois que ele chegava do trabalho. Enquanto me ensinava parávamos várias vezes no caminho para conversar com um vizinho. As portas e janelas não ficavam trancadas, as pessoas se conheciam e se respeitavam.
Na escola as brincadeiras sempre eram bastante ativas. No recreio uma professora sempre nos acompanhava. Além disso dois dias na semana tínhamos o horário da brincadeira no pátio da escola. Nesses dias a professora sempre ensinava brincadeiras novas. Brincávamos de queimada, amarelinha, passa anel, roda, morto vivo, corrida de saco, dança da cadeira e várias outras que não são conhecidas mas que a professora adaptava na aula. Uma que eu nunca me esqueço é a brincadeira “Coelhinho sai da toca” era uma das minhas preferidas.
Hoje vejo muitas crianças perdendo a própria infância na frente de um computador ou com um celular nas mãos. Com os valores invertidos, ter passou a ser prioridade e ser ficou em segundo plano. Os pais se preocupam tanto em dar aos filhos os bens materiais que nunca tiveram e esquecem de dedicar tempo para dar aos filhos a atenção que tiveram.
O que mais sinto saudades da minha infância é da maneira simples de viver a vida. Sem grandes preocupações, sem tanta correria, sem tanta necessidade de comprar e ter coisas. Me lembro dos vários brinquedos que fizemos com embalagens vazias, das bonecas de retalho que minha bisavó fez pra mim. Tudo simples, sem custo. Na correria de hoje onde nem vejo o tempo passar percebo o quanto cresci. Mas com as cicatrizes dos joelhos ralados vou levar as boas lembranças de uma infância incrivelmente feliz.